Danielle Fernandes – Ayurveda, Psicoterapia e Neurociência
Ayurveda é um sistema tradicional de medicina originado na Índia, com raízes que remontam a mais de cinco mil anos.
A palavra Ayurveda vem do sânscrito: āyuh significa “vida” e veda, “conhecimento” ou “ciência”. Assim, Ayurveda pode ser traduzido como “ciência da vida”, uma medicina que compreende o ser humano em sua totalidade, reconhecendo a interdependência entre corpo, mente e alma, e sua relação com o meio ambiente, os ciclos naturais e a consciência.
O Ayurveda tem como objetivos manter a saúde da pessoa saudável, tratar doenças e aliviar ou pacificar aquelas consideradas incuráveis.
Suas práticas terapêuticas abrangem dieta, rotinas diárias (dinacharya) e sazonais (ritucharya), terapias de purificação (śodhana), tratamentos corporais, massagens medicadas, medicamentos ayurvédicos e fitoterápicos, entre outros recursos clínicos.
Trata-se de um sistema médico completo, estruturado com base no Bṛhat Trayi, conjunto dos três grandes tratados clássicos do Ayurveda: Charaka Saṃhitā, Suśruta Saṃhitā e Aṣṭāṅga Hṛdaya. Seu corpo teórico abrange fisiologia, patologia, diagnóstico, farmacologia, estratégias de prevenção e diversas abordagens terapêuticas, tanto conservadoras quanto intervencionistas.
A medicina ayurvédica é tradicionalmente organizada em oito ramos clínicos, conhecidos como Aṣṭāṅga Ayurveda (“os oito membros do Ayurveda”):
O Ayurveda é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um sistema de medicina tradicional. Sua prática é regulamentada e amplamente exercida em países como Índia, Sri Lanka, Nepal, Bangladesh e Emirados Árabes Unidos, e tem se expandido para regiões da Europa, América do Norte, América Latina e Oceania.
No Brasil, o Ayurveda foi incorporado às Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) por meio da Portaria nº 849/2017 do Ministério da Saúde, sendo uma das práticas reconhecidas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, vem ganhando reconhecimento progressivo em instituições públicas e privadas, dentro de uma abordagem terapêutica complementar.
Como sistema médico tradicional, o Ayurveda exige formação qualificada, estudo contínuo e responsabilidade ética na aplicação de seus princípios, especialmente quando adaptado a contextos culturais e clínicos diferentes de sua origem.
Importante: algumas práticas do Ayurveda exigem ambiente hospitalar ou infraestrutura específica, e por isso não podem ser realizadas no Brasil fora do contexto de pesquisa ou instituições especializadas.
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